Aparentemente o fim do mundo chegou em prestações a Campo Grande

Aparentemente o fim do mundo chegou em prestações a Campo Grande

26/09/2017 0 Por Humberto Marques

Ventanias, clarões no céu e, agora, explosões “inexplicáveis” atingiram Campo Grande neste mês de setembro. Mas não, ainda não é o fim do mundo.

Recentes acontecimentos registrados em Campo Grande fizeram moradores pensar que o fim do mundo estava se aproximando. Da possível queda de meteoros a explosões surgidas “do nada”, a Cidade Morena teve dias de mistério –justamente próximo ao fim de semana no qual o planeta Nibiru se chocaria contra a Terra e levaria tudo para o beleléu.

O fato mais recente foi registrado na tarde desta terça-feira (26), no Jardim Panamá –na região urbana do Imbirussu. Uma idosa de 74 anos foi surpreendida por uma explosão nos fundos de sua casa, ouvida por vizinhos. Houve quem pensasse se tratar de uma bomba, o que levou à ação da Polícia Militar.

Após o estrondo foi constatada a destruição de telhas de amianto de sua casa. A imprensa da Capital se apressou em averiguar o caso. Reportagem do Campo Grande News lembrou que, com o forte calor, o amianto teria retido calor e desencadeado a reação.

Já o Midiamax citou entrevista de uma moradora da casa, que preferiu não se identificar –e também foi ouvida pelo veículo concorrente–, e disse ter visto um redemoinho de areia que, depois de atingir a casa, seguiu para o portão e sumiu na rua. Em tempo: nenhum artefato explosivo foi encontrado pela PM.

Fim do mundo chegando? Clarão no céu intriga os campo-grandenses

Além do misterioso furacão, vários curiosos ficaram com o cabelo em pé, graças a clarões avistados no céu de Campo Grande. Por volta das 20h30 de quarta-feira (20), um objeto luminoso cruzou os céus da cidade. Os avistamentos se deram em bairros como a Vila Alba, Itanhangá Park, Jardim dos Estados e Vila Planalto.


Contudo, diante dos relatos, novos relatos apontavam para um fenômeno semelhante na noite do dia 15, na região do Santa Luzia. Nos dois casos, a principal suspeita é de que se trataram de meteoros –cuja queda é comum ao redor do mundo, mas só são avistados se a iluminação permitir.

Fim do mundo chegando? Ventanias em setembro danificam casas

Além desses fenômenos, entre os dias 15 e 18 de setembro, diferentes bairros de Campo Grande registraram a ocorrência de ventanias fortes o suficiente para arrancarem parte dos telhados de casas –como ocorreu no Jardim Campo Alto (região do Parati, no Anhanduizinho) e no Portal do Panamá (Imbirussu).

Nesses casos, houve quem também tenha visto um redemoinho momentos antes de as casas serem atingidas. Nada, mas nada mesmo, próximo aos furacões que devastaram as ilhas do Caribe e a costa dos Estados Unidos na mesma época.

Contudo, suficiente para assustar moradores de um país-tropical-abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza que está desacostumado aos castigos trazidos pelo meio ambiente. Ainda lembrando que, conforme a Defesa Civil Estadual, 2017 foi o primeiro ano em que houve mais de 100 desastres naturais em menos de 9 meses.

Mesmo com todos esses indícios, a teoria do juízo final foi e continua sendo rebatida por pessoas que viram o mais do mesmo nas ruas: combustíveis a preços estratosféricos, cenário de crise econômica, denúncias de corrupção aflorando a cada dia e semáforos que continuam sem estar sincronizados pela Cidade Morena. Como nada disso mudou, as pessoas seguiram suas vidas tranquilamente.

Ah, sim: Nibiru também não veio. Mandou avisar que ainda não estamos preparados para um evento da magnitude do fim do mundo. O que é bom, acho eu.