Cidade Limpa recolhe 24 toneladas de resíduos nos bairros Cidade Morena e Nova Capital

Cidade Limpa recolhe 24 toneladas de resíduos nos bairros Cidade Morena e Nova Capital

13/03/2018 0 Por Humberto Marques
Ação realizada na região das Moreninhas teve por objetivo eliminar potenciais focos do Aedes aegypti e reduzir riscos de infecção da população por dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito. Quantidade de lixo é mais de duas vezes superior à recolhida no Jardim Noroeste.

O Projeto Cidade Limpa, realizado entre os dias 5 e 9 de março nos bairros Cidade Morena e Vila Nova Capital –na região das Moreninhas, no Bandeira, em Campo Grande– recolheu 24 toneladas de resíduos de grande volume que podiam servir de criadouro do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, superando a edição anterior realizada no Jardim Noroeste (Prosa), quando foram recolhidas 10 toneladas.

Na região das Moreninhas foram dois Ecopontos que funcionaram de segunda a sexta-feira da semana passada para atender aos moradores. Os bairros Cidade Morena e Nova Capital foram escolhidos para a ação porque o Liraa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti), realizado em janeiro, apontou a região com a maior incidência do mosquito: em 11,7% dos imóveis inspecionados foram encontrados focos positivos.

Os moradores levaram sofás, geladeiras, carcaças de computadores, fogões, carrinhos de mão, pias de cozinha, banheiras de plástico, móveis, armários de aço e máquinas de lavar roupas. O maior volume de resíduos foi o de televisores. Os materiais foram enviados para uma empresa parceira que fará a destinação correta, por meio da reciclagem. Não foram aceitos entulhos de construção ou podas de árvores.

O coordenador de Resíduos da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Marcos Carvalhal, destacou a importância do projeto nos bairros. “Percebemos que a população colaborou e levou até os dois Ecopontos os materiais de grande volume que não são recolhidos pela coleta normal de resíduos. A existência destes resíduos nas residências são possíveis depósitos e criadouros do mosquito da dengue, bem como a instalação, manutenção e proliferação de animais que são indesejáveis ao convívio humano”, disse o ele.

Já para o coordenador da CCEV (Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais), Eliasze Guimarães, “a expectativa é que o Índice de Infestação do Aedes nestes bairros tenha uma redução considerável, haja vista que na edição que ocorreu no Jardim Noroeste, nós conseguimos diminuir essa taxa, comparando o levantamento realizado antes do Cidade Limpa e o após o projeto”.


A próxima edição do Cidade Limpa deve acontecer após a conclusão do novo LIRAa, previsto para abril.

(Da assessoria)