Estelionatários clonam Facebook e aplicam golpe de R$ 2,2 mil em Campo Grande

Estelionatários clonam Facebook e aplicam golpe de R$ 2,2 mil em Campo Grande

29/11/2017 0 Por Humberto Marques

Moradora do Marcos Roberto teve perfil em rede social clonado por golpistas, que pediram dinheiro a contatos e simularam até seu jeito de usar o Facebook.

Uma mulher de 43 anos, moradora do Marcos Roberto –região do Anhanduizinho, em Campo Grande– teve seu Facebook clonado e usado por estelionatários para aplicar golpes em seus contatos. A rede social foi utilizada em pedidos para que um irmão e uma amiga da vítima fizessem depósitos que somam cerca de R$ 2.200 em contas bancárias de terceiros.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o golpe teve início por volta das 13h de terça-feira (28). A mulher estava em casa quando recebeu do irmão, via WhatsApp, dois comprovantes de depósitos, nos valores de R$ 620 e R$ 1.000. Imediatamente, ela entrou em contato com o parente, questionando o que seriam esses documentos.

Foi quando ele disse que a irmã havia feito o pedido pelo Facebook, indicando que sua conta havia sido clonada. Uma pessoa, passando-se pela mulher, enviou uma mensagem dizendo que sua senha havia sido bloqueada e só seria liberada no dia seguinte, mas que ela precisava fazer uma transferência urgente. Junto com o “pedido”, foi dada a garantia de que os valores seriam devolvidos.

O golpista, então, passou dois números de contas do Banco Bradesco, de agências diferentes na Bahia, além dos nomes e CPFs de Rafaela Oliveira Varjão e Denise Santos de Jesus. Não havia confirmação sobre o envolvimento dessas pessoas no golpe até o fechamento desta matéria.

Amiga também foi vítima de golpe; estelionatários simularam até o “jeito de teclar”

Além do irmão, uma amiga da mulher também fez um depósito de R$ 620 em nome de Denise. A dona do perfil no Facebook disse não ter conhecimento se outras pessoas de seu rol de amigos fizeram depósitos em alguma conta em circunstâncias semelhantes.


Ela ainda apontou duas peculiaridades no golpe: o primeiro é que a conta citada pelo estelionatário estava inativa há dois anos, pois ela havia perdido a senha. Além disso, o golpista teve o cuidado de usar o mesmo linguajar que a dona do perfil sempre usa ao falar com amigos e familiares.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga.