Tapa-buracos: Guanandi é alvo de pedidos emergenciais para recuperação do asfalto

Tapa-buracos: Guanandi é alvo de pedidos emergenciais para recuperação do asfalto

25/04/2018 0 Por Humberto Marques

Segundo vereador, bairro do Anhanduizinho é um dos mais afetados pelos buracos em Campo Grande. Prefeitura de Campo Grande informou que, dos 2.800 quilômetros de asfalto da cidade, pelo menos 1.500 precisam ser recapeados.

Moradores do Guanandi –na região urbana do Anhanduizinho, em Campo Grande– estão entre os mais afetados pelos buracos em vias públicas, segundo informou o vereador William Maksoud (PMN) que, nesta terça-feira (24), apresentou pelo menos 25 pedidos emergenciais para recuperação do asfalto na cidade, a maioria delas voltadas para o bairro.

A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) contabiliza em Campo Grande uma malha viária pavimentada de 2.800 quilômetros. Deste total, 1.500 quilômetros, ou mais da metade, precisa de recapeamento.

“São malhas que já têm 30 anos, sendo que o tempo médio de vida útil do asfalto varia entre 10 a 15 anos”, afirmou Maksoud, ao lembrar que, recentemente, a prefeitura finalizou licitação visando a realização de tapa-buracos em toda a Campo Grande.

Iniciado em 29 de maio do ano passado, o certame culminou na contratação de empresas para atuarem em todas as regiões urbanas da cidade, com a promessa de baratear em 22,38% o custo inicial do serviço.

De R$ 43,8 milhões, o custo dos contratos assinados ficou em R$ 34 milhões, uma economia próxima a R$ 10 milhões.


Maksoud apresentou 25 pedidos emergenciais para recuperação do asfalto na cidade. (Foto: Izaías Medeiros/CMCG/Divulgação)

Maksoud apresentou 25 pedidos emergenciais para recuperação do asfalto na cidade. (Foto: Izaías Medeiros/CMCG/Divulgação)

Para o Anhanduizinho, por exemplo, a vencedora da licitação foi a MR&Locação, com proposta 20,59% abaixo da oferta original –de R$ 8,2 milhões, o contrato foi fechado por R$ 6,5 milhões, economia de R$ 1,7 milhões.

A promessa, agora, é de que os contratos também trarão mais transparência e controle ao serviço –que no passado foi alvo de denúncias sobre sua aplicação fora das especificações ou mesmo em locais que não dependiam do tapa-buracos.

Um dos dispositivos prevê que, antes de ser feito o remendo no pavimento, a empresa faça um inventário completo do trecho: os buracos serão fotografados e medidos para que se tenha a quantidade exata de massa asfáltica utilizada. O mesmo registro fotográfico será feito quando o tapa-buraco estiver pronto.

Ruas do Guanandi estão entre as mais prejudicadas; vereador pede ação emergencial de tapa-buracos. (Foto: Divulgação/Assessoria)

Ruas do Guanandi estão entre as mais prejudicadas; vereador pede ação emergencial de tapa-buracos. (Foto: Divulgação/Assessoria)

Com esse levantamento, os engenheiros da Sisep vão indicar, por exemplo, trechos do tapa-buraco onde será preciso fazer o microrrevestimento asfáltico, que garante maior durabilidade ao remendo, porque impermeabiliza o pavimento, fechando fendas por onde água infiltra.

“É um processo mais complexo, porém, mais transparente, o que nos assegura que o serviço está de fato sendo realizado, enquanto o recapeamento não vem”, defendeu Maksoud.

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