Líder em resolução de crimes, MS cria força-tarefa com 40 policiais para investigar crimes de pistolagem

Líder em resolução de crimes, MS cria força-tarefa com 40 policiais para investigar crimes de pistolagem

08/11/2018 0 Por Humberto Marques

Grupo especial será mantido até crimes serem solucionadas, informa o delegado-geral de Polícia Civil do Estado.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, líder em resolução de crimes no país, criou uma força-tarefa, com aproximadamente 40 homens e mulheres, para solucionar os homicídios do chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins Figueiredo; de Marcel Costa Hernandes Colombo, conhecido como “Playboy da Mansão”; e de Orlando Silva Fernandes. Todos os crimes ocorreram em Campo Grande.

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A atuação da força-tarefa não tem prazo determinado. Ela será dissolvida assim que os crimes forem solucionados, de acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas.

Os nomes dos integrantes constam em uma portaria restrita, para preservar a identidade dos policiais por conta da periculosidade dos envolvidos no crime.

Dois dos três assassinatos podem ter os mesmos executores, segundo o delegado-geral. “Pelo modus operandi, a forma de agir, há fortes indícios de que os executores de Ilson e Orlando sejam os mesmos. Isso, pelo tipo e local da abordagem, tipo de armamento utilizado e forma que abandonaram os carros”, explica.

Polícia Civil de MS criou força-tarefa com 40 pessoas para investigar ações de pistolagem na Capital. (Foto: Subcom/Arquivo/Foto ilustrativa)

Polícia Civil de MS criou força-tarefa com 40 pessoas para investigar ações de pistolagem na Capital. (Foto: Subcom/Arquivo/Foto ilustrativa)


De acordo com Portaria 114 – essa sim pública, divulgada no Diário Oficial do Estado–, os homicídios qualificados foram praticados mediante pagamento ou recompensa e a ordem para a execução dos delitos teria, em tese, partido de organizações criminosas com atuação em âmbito nacional e na região da fronteira com Paraguai.

Apesar de ter mais de 1,5 mil quilômetros de fronteira, Mato Grosso do Sul é um dos Estados mais seguros para se viver, segundo todos os levantamentos da área, e tem o maior índice de resolução de homicídios, de acordo com o Instituto Sou da Paz.

Os números são resultado da ação conjunta das forças de segurança estaduais e dos investimentos de mais de R$ 120 milhões do Governo do Estado por meio do programa MS Mais Seguro.

Crimes

Chefe da segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o subtenente Ilson Martins de Figueiredo foi morto no dia 11 de junho deste ano na avenida Guaicurus, no Santo Eugênio (região do Bandeira, em Campo Grande). Ele conduzia um veículo Kia Sportage, que foi atingido por 45 tiros de fuzil AK 47 e carabina 556. Ele morreu na hora.

Em 18 de outubro, Marcel Costa Hernandes Colombo, que ficou conhecido como “Playboy da Mansão”, foi assassinado enquanto bebia com os amigos, em uma cachaçaria, na avenida Fernando Correa da Costa, Centro da Capital. Ele foi atingido por cinco tiros de pistola 9 milímetros e morreu no local. Ele era investigado em operação sobre venda de produtos contrabandeados.

Logo depois, no dia 26 de outubro, Orlando da Silva Fernandes também foi executado a tiros de fuzil. O crime aconteceu no Jardim Autonomista (região do Prosa, também em Campo Grande). Os carros usados nos homicídios de Ilson e Orlando foram incendiados. Fernandes teria sido segurança de Jorge Rafaat, apontado como um dos chegese do tráfico de drogas na fronteira e que foi assassinado em Pedro Juan Caballero em 2016 em crime que chamou a atenção dos dois países: uma metralhadora .50, usada para derrubar aviões, foi adaptada em um veículo para cometer o crime.

Com Subcom (Subsecretaria de Comunicação)