Paço Municipal aguarda BNDES para confirmar verba para recapear 61 km de ruas

Paço Municipal aguarda BNDES para confirmar verba para recapear 61 km de ruas

13/08/2018 0 Por Humberto Marques

Empréstimo de banco de fomento vai substituir dinheiro que viria a fundo perdido; intenção é investir R$ 130 milhões nas obras

Em três anos, a Prefeitura de Campo Grande pretende recapear 61 quilômetros de vias que integram corredores de transporte coletivo da cidade. O trabalho já começou na região do Lagoa, pela rua Brilhante e as avenidas Marechal Deodoro –que recebe o serviço neste momento– e Bandeirantes, onde se espera começar as obras ainda neste ano. Porém, a intenção é o estender até a avenida Gunter Hans, na mesma região, e vias no Centro e na saída para Cuiabá, desde que seja liberada uma linha de crédito negociada com o governo federal que vai substituir o dinheiro que chegaria a fundo perdido –e que não virá mais pois as obras não começaram no prazo esperado.

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Ao todo, a prefeitura da Capital anunciou investir R$ 130 milhões no recape de 61,15 quilômetros de ruas e avenidas. No Centro, estão no pacote as avenidas Calógeras e Mato Grosso, além das ruas Rui Barbosa, 25 de Dezembro e Alegrete. O serviço ainda deve contemplar as avenidas Costa e Silva e Gury Marques –um corredor para bairros como as Moreninhas (Bandeira) e Jardim Centro-Oeste (Anhanduizinho)– e a Cônsul Assaf Trad, que liga o Centro à região norte e bairros como Nova Lima (Segredo) e Montevidéu (Prosa).

Em todos os casos, o projeto inclui obras de drenagem e reconstrução do pavimento, com a implantação de pistas exclusivas para ônibus –nas quais há um suporte de asfalto mais resistente. No total, há R$ 53 milhões em recurso do Projeto de Mobilidade Urbana.

Os valores devem ser complementados com R$ 77 milhões de um empréstimo de R$ 115 milhões negociado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para executar, também, a pavimentação vias no Bandeira: 27 quilômetros de asfalto do Rita Vieira (ao custo de R$ 27 milhões) e no Vilas Boas e Parque Dallas, onde serão alocados R$ 11 milhões para 11 quilômetros de ruas.

Dinheiro vai para os corredores Norte e Sul do transporte público

Objetivo da Prefeitura da Capital é recapear 61 km de ruas, desde que dinheiro do BNDES venha. (Foto: PMCG/Divulgação)

Objetivo da Prefeitura da Capital é recapear 61 km de ruas, desde que dinheiro do BNDES venha. (Foto: PMCG/Divulgação)


Tais recursos ajudarão a executar 36 quilômetros dos 61 previstos, avançando no projeto original discutido com a Caixa Econômica Federal que prevê obras nos corredores Norte (Cônsul Assaf Trad/25 de Dezembro e Alegrete) e Sul (Gury Marques, Rui Barbosa e Costa e Silva). Como esta obra demorou para sair do papel, os recursos que viriam a fundo perdido acabaram não sendo liberados.

Junto ao BNDES pleiteia-se o recapeamento de 7 quilômetros da Gury Marques, entre os terminais Guaicurus e a entrada das Moreninhas, ao custo de R$ 18 milhões. A obra vai completar o projeto do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade Urbana que já prevê o asfaltamento de 5,9 quilômetros entre o Terminal Guaicurus e a Via Morena, completando o Corredor Sul (que abrange os terminais Morenão e Guaicurus).

Esta fase ainda contará com o recapeamento da Costa e Silva em toda a sua extensão, da avenida Calógeras à rotatória da Coca-Cola, ao longo de 4,3 quilômetros e em um custo previsto em R$ 8 milhões.

Também está prevista a recuperação de quatro quilômetros da Rui Barbosa, da rua Carlinda Tognini –na junção desta com a rua Trindade e a avenida Salgado Filho, na Vila Progresso (Centro)– até a avenida Mato Grosso, ao custo de R$ 10 milhões.

Projeto prevê R$ 4 milhões para a recuperação da Coronel Antonino

A outra obra aguardada envolve a avenida Coronel Antonino (Segredo), que deve receber R$ 4 milhões para recuperação de 1,7 quilômetro entre a rua Bahia e a Cônsul Assaf Trad. A rua Alegrete, utilizada para manobras do transporte coletivo na região do Terminal General Osório, o recapeamento chegaria a 1,86 quilômetro, saindo da Assaf Trad à 25 de Dezembro.

Neste trecho, o projeto da prefeitura inclui gastos maiores por conta da implantação de um projeto de drenagem para tentar solucionar os alagamentos na região. Já a 25 de Dezembro teria R$ 5 milhões para o recapeamento de 2,07 quilômetro da Alegrete à avenida Afonso Pena, ao lado da prefeitura.

Prefeitura prevê R$ 10 milhões para recapeamento da Bandeirantes

Esboço de como ficarão os terminais de embarque na Bandeirantes, no Corredor Sudoeste. (Imagem: PMCG/Divulgação)

Esboço de como ficarão os terminais de embarque na Bandeirantes, no Corredor Sudoeste. (Imagem: PMCG/Divulgação)

O primeiro dos corredores de transporte coletivo avança agora pela avenida Marechal Deodoro, já encostando no Terminal Bandeirantes. O Sudoeste, que envolve as ruas Guia Lopes e Brilhante e as avenidas Marechal Deodoro e Bandeirantes começou a ser executado no ano passado e, entre idas e vindas, aguarda a conclusão de sua primeira parte e o início das obras da segunda fase.

O Exército brasileiro segue com as obras na Brilhante e na Marechal Deodoro, que ainda passam por ajustes no pavimento e se solucionam problemas nas redes de drenagem e água. Faltam, ainda, a sinalização e a instalação dos terminais de embarque.

Exército iniciou Corredor Sudoeste nas ruas Guia Lopes e Brilhante em 2017. (Foto: PMCG/Divulgação)

Exército iniciou Corredor Sudoeste nas ruas Guia Lopes e Brilhante em 2017. (Foto: PMCG/Divulgação)

A Prefeitura da Capital abriu licitação prevendo até R$ 10 milhões para recapear a Bandeirantes, incluindo a instalação de rede de drenagem e finalmente solucionando problemas com os desníveis no asfalto e alagamentos. A última fase do projeto engloba a avenida Gunter Hans, até o Terminal Aero Rancho, aguardando data para licitação.

A requalificação do primeiro braço do Corredor Norte também está em andamento, abrangendo 1,8 quilômetro da rua Bahia. O projeto foi orçado em R$ 4,8 milhões no trecho entre a Afonso Pena e a Coronel Antonino, na conexão dos terminais Nova Bahia e General Osório ao Centro. Esse projeto ainda abrange 2,97 quilômetros da Carlinda Tognini (da Costa e Silva à Rui Barbosa) e trechos das ruas 13 de Maio (da Mato Grosso à Maracaju) e Maracaju (da 13 à Calógeras).

Aguarda-se, agora, os recursos do BNDES para que o projeto saia do papel e se cumpra o compromisso de obras ao longo de três anos –se iniciadas agora, terminariam em 2021.