Prefeitura promete mais um médico para a Vila Fernanda e nega fechamento de CRS

Prefeitura promete mais um médico para a Vila Fernanda e nega fechamento de CRS

19/06/2018 0 Por Humberto Marques

Expectativa é de que profissional chegue à unidade que, recentemente, passou a atender também aos moradores do Celina Jallad.

Discussão iniciada a partir de lideranças comunitárias da região do Caiobá –no Lagoa, em Campo Grande– culminou nas garantias, por parte da prefeitura, de que o CRS (Centro Regional de Saúde) da Coophavila 2 não será fechado ou, no momento, convertido em UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Além disso, houve  garantia de que até julho será designado um terceiro médico para atender a população na UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) da Vila Fernanda.

Os anúncios respondem a questionamentos de moradores, tanto sobre o serviço de urgência e emergência como de reforço na saúde básica da região. Se de um lado se busca tranquilizar a população sobre a manutenção do CRS, o anúncio sobre a UBSF da Vila Fernanda frustra, já que a expectativa era de que seriam duas equipes médicas a serem somadas às duas já existentes, de forma a atenuar a sobrecarga na unidade que, por ordem judicial, passou a atender também os moradores do Residencial Celina Jallad.

Conforme apurou o Comunidade.MS, as famílias do Celina Jallad, antes contempladas pela UBSF do Portal Caiobá 1, passaram a ficar sob responsabilidade da unidade de saúde da Vila Fernanda. Isso teria gerado pressão sobre este posto de saúde, já que as UBSFs foram projetadas para atender a 12 mil pessoas e, com a mudança, agora seriam cerca de 21 mil cadastradas na unidade –dado este apresentado pelos líderes comunitários.

Reunião no início do mês discutiu indicação de mais médicos para a UBSF

Até então, a UBSF da Vila Fernanda atendia com duas equipes médicas. A promessa é de que um terceiro profissional seria destinado para o posto. No início do mês, o assunto foi tema de reunião entre técnicos da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e moradores, quando também foram apresentadas queixas em relação à falta de insumos –como a falta de luvas para os gabinetes odontológicos.

Reunião no início do mês discutiu a implantação de mais equipes médicas no UBSF Vila Fernanda, que ganhará mais um profissional; comunidade pedia mais 2. (Foto: Reprodução)

Reunião no início do mês discutiu a implantação de mais equipes médicas no UBSF Vila Fernanda, que ganhará mais um profissional; comunidade pedia mais 2. (Foto: Reprodução)


“Os médicos são ótimos, mas por conta da escala e da jornada de trabalho, dificilmente estão os dois ao mesmo tempo na UBSF, porque também cumprem as visitas domiciliares”, afirmou um morador, ao cobrar a ampliação da unidade de saúde para acomodação de mais médicos, a fim de dar conta de todo o contingente populacional da região.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que a UBSF Vila Fernanda teve o atendimento ampliado em janeiro, com a adição de mais uma equipe, passando de duas para três. No momento, reconhece-se que há dois médicos, três enfermeiros, seis técnicos de enfermagem, assistente social, farmacêutico e odontólogo lotados no local.

“A previsão é de que até o próximo mês mais um médico seja alocado na unidade, completando assim a equipe”, destacou a assessoria.

Unidade da Vila Fernanda não comporta inclusão de quarta equipe, alega prefeitura

Quanto à implantação na quarta equipe da UBSF, a prefeitura informou que a estrutura física da unidade não comportaria o acréscimo. Além disso, destacou que a base de dados do município mostra que a região conta com aproximadamente 12 mil pessoas, “o que é aceitável pela portaria da Atenção Básica”.

A inclusão de moradores do Celina Jallad na base de atendimento da UBSF, frisou a assessoria, foi uma opção da coordenação municipal para melhorar o fluxo de atendimento, estando prevista desde 2014 –já com a terceira equipe em operação.

Prefeitura nega fechamento de CRS, mas também descarta conversão imediata em UPA

A prefeitura ainda descartou a possibilidade de fechamento de unidades de saúde em Campo Grande, incluindo o CRS da Coophavila 2. A intenção, no momento, é a de concluir obras “abandonadas pela gestão passada, ampliando assim o acesso ao serviço de saúde pública à população”.

Um abaixo-assinado circulou na região solicitando a conversão do CRS em Unidade de Pronto Atendimento 24 horas. O projeto já existe no Paço Municipal, porém, depende de verbas federais sobre as quais não existe garantia –assim, está no aguardo do Ministério da Saúde.

Prefeitura da Capital descarta fechamento do CRS da Coophavila 2, porém, também nega conversão imediata em UPA. (Foto: Google Maps/Reprodução)

Prefeitura da Capital descarta fechamento do CRS da Coophavila 2, porém, também nega conversão imediata em UPA. (Foto: Google Maps/Reprodução)

A assessoria confirmou que foi feita consulta junto ao Conselho Municipal de Saúde para que os CRSs fossem qualificados para se tornarem UPAs. A diferença é que, enquanto os centros regionais são bancados unicamente pelo município, as UPAs recebem verbas estaduais e federais para sua operacionalização.

“Entretanto, essa habilitação depende também do aval do Ministério da Saúde que deve avaliar o dimensionamento e necessidade do serviço e a princípio não há nenhum indicativo para tanto”, destacou a assessoria.

A intenção era promover essa mudança nos CRSs da Coophavila 2, Tiradentes (Bandeira), Aero Rancho (Anhanduizinho) e Nova Bahia (Prosa). Cada uma dessas unidades têm custeio mensal de R$ 800 mil. Já as 6 UPAs –Coronel Antonino (Segredo), Vila Almeida (Imbirussu), Universitário (Bandeira), Moreninhas (Bandeira), Leblon (Lagoa) e Santa Mônica (Imbirussu) custem cerca de R$ 1 milhão por mês, mas têm recursos do Ministério da Saúde.

 

loading...