Prefeitura quer quase R$ 40 milhões para transformar Hotel Campo Grande em moradias populares

Prefeitura quer quase R$ 40 milhões para transformar Hotel Campo Grande em moradias populares

19/08/2019 0 Por Humberto Marques

Projeto foi apresentado pelo prefeito Marquinhos Trad em Brasília nesta segunda-feira (19); recursos serão aplicados na desapropriação e reforma de hotel fechado no início do século

A Prefeitura de Campo Grande apresentou nesta segunda-feira (19), em Brasília, um projeto no mínimo controverso que, ao custo de quase R$ 40 milhões, promete reavivar um dos marcos do Centro da cidade: a intenção é converter o Hotel Campo Grande, na rua 13 de Maio –quase na esquina com a Cândido Mariano–, em um centro de moradia popular com cerca de 260 unidades de moradia popular.

O pomposo projeto foi discutido pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) com o ministro Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional). Na prática, ele dará ocupação para um imóvel fechado no início da década passada.

“Para dar mais vida ao nosso Centro, nada melhor do que unidades habitacionais. Um dos principais papeis do poder público é dar ao cidadão uma vida digna e essa vida muitas vezes começa com a chave da casa própria. Todos nós sonhamos em ter algo que é nosso”, afirmou, via assessoria, o prefeito.

A intenção é bancar o projeto com o Pró-Moradia, projeto do governo federal que tem várias modalidades –entre elas a que permite a desapropriação de prédios abandonados. “Nós temos dois projetos: um para desapropriação do Hotel Campo Grande, com pedido de mais de R$ 13 milhões para esta finalidade, e o outro foi o Retrofit (programa de reforma), de mais de R$ 23 milhões”, explica o diretor-presidente da Emha (Agência Municipal de Habitação), Enéas Netto.

Hotel Campo Grande, no Centro, pode ser usado para moradias populares. (Foto: PMCG/Divulgação)

Hotel Campo Grande, no Centro, pode ser usado para moradias populares. (Foto: PMCG/Divulgação)


Marquinhos lembrou que o Hotel Campo Grande tem 260 quartos “que estão sendo carcomidos pelas traças e ferrugens. Por isso, viemos aqui apresentar este pleito, junto aos 11 nomes que representam Mato Grosso do Sul na União Federal, para pedir a aprovação deste projeto muito importante para a nossa cidade”, pontuou o prefeito.

Endereço glamouroso no Centro, sendo local de hospedagem obrigatória para diferentes celebridades que vinham à cidade, o Hotel Campo Grande foi inaugurado no fim dos anos 1960 e pertencia à família Coelho –que teve entre seus integrantes o ex-prefeito Lúdio Coelho. Dos 13 andares, apenas o térreo, onde há lojas e um estacionamento, além de agência da Caixa Econômica Federal, seguem ocupados.

A intenção é utilizar os apartamentos para abrigar moradores da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, ou como aluguel social. Cada unidade teria até 30 metros quadrados.

Além desse projeto, a prefeitura da Capital articula a liberação de outras 588 habitações a serem construídas no Jardim Nashiville (Anhanduinho) e no Jardim Aeroporto (Imbirussu), já pré-aprovadas pela Caixa. Outras 2 mil moradias aguardam aprovação do banco e da locação de recursos federais.

(Com assessoria)