Radares voltam e prefeitura já vê reduções no número de acidentes e mortes

Radares voltam e prefeitura já vê reduções no número de acidentes e mortes

18/01/2019 0 Por Humberto Marques

Caráter disciplinar dos equipamentos foi visto como responsável pela redução no número de incidentes nas ruas.

A controversa fiscalização viária no trânsito de Campo Grande começa a surtir efeitos, ao menos no banco de dados da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e, como consequência, nos leitos hospitalares da cidade. Em nota, a Prefeitura da Capital informa que, desde que os equipamentos eletrônicos começaram a ser reativados, os números de acidentes e de mortes nas ruas caíram.

Em 2018, de 1° a 16 janeiro, período em que os equipamentos não estavam funcionando, foram 184 acidentes com vítimas, sendo que 2 ocasionaram a morte de duas pessoas. Em igual período deste ano, já com os equipamentos funcionando, houve 167 acidentes com vítimas e nenhum com morte.

Diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, considera que esses dados refletem a importância dos equipamentos.

“Em 2017, apesar de os equipamentos estarem desligados, os mesmos continuavam implantados nos locais. No ano passado, com a retirada dos equipamentos, os motoristas perceberam que eles não estavam funcionando e deixaram de respeitar a velocidade das vias”, disse.

Lombada eletrônica com equipamento de fiscalização na rua Albert Sabin será ativado em breve. (Foto: Comunidade.MS)

Lombada eletrônica com equipamento de fiscalização na rua Albert Sabin será ativado em breve. (Foto: Comunidade.MS)


Os números de vítimas fatais vinham reduzindo ano a ano desde 2011, entretanto, com o fim do contrato dos equipamentos eletrônicos de controle de velocidade, os motoristas voltaram a dirigir com excesso velocidade, o que ocasionou o aumento da gravidade dos acidentes, apesar de o número dos mesmos ter se mantido reduzido.

Como resultado, em 2018 houve 84 mortes no trânsito de Campo Grande, contra 70 em 2017 – quando acreditava-se que os equipamentos ainda estavam em funcionamento. Tais dados já foram destacados pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) ao apontar que os campo-grandenses vêm abusando da velocidade nas ruas.

“Isso comprova que os motoristas passaram a dirigir acima do limite das vias, sem o controle dos equipamentos de segurança. Por isso, é tão importante que haja um controle rígido, porque além de evitarmos acidentes, preservamos vidas”, afirmou Janine.

Outras ações importantes que a Agetran vêm tomando em parceria com o Bptran, Detran, Polícia Municipal e GGIT (Gestão de Gabinete Integrada de Trânsito) para reduzir os acidentes e vítimas fatais são as blitze de Lei Seca e para retirar das ruas carros sem condições de rodar e motoristas sem CNH.

Além disso, a Agetran vem desde janeiro de 2017 recuperando a sinalização horizontal, vertical e semafórica.

Mortes no trânsito de Campo Grande:

2011 – 132 mortes
2012 – 126 mortes
2013 – 116 mortes
2014 – 112 mortes
2015 – 96 mortes
2016 – 83 mortes
2017 – 70 mortes
2018 – 84 mortes*

Desde o fim de 2018, a Prefeitura da Capital vem reativando radares e controladores eletrônicos de velocidade em diferentes locais. Entre eles, as avenidas Afonso Pena (próximo ano Shopping Campo Grande), Gury Marques (próximo da Rotatória da Coca-Cola) e Manoel da Costa Lima (perto da praça da Vila Piratininga, no Anhanduizinho).

Em breve, equipamento instalado na rua Albert Sabin, em frente ao Colégio Nova Geração (no Taveirópolis, no Lagoa), voltará a ser ativado.