Recuperação da Ernesto Geisel já inclui 60 metros de gabião no rio Anhanduí

Recuperação da Ernesto Geisel já inclui 60 metros de gabião no rio Anhanduí

20/06/2018 0 Por Humberto Marques

Rio terá margens protegidas para evitar assoreamento; obras vão durar até 30 meses e já forçam interdições e mudanças de rota no transporte coletivo.

Com 50 dias de obras executadas, a revitalização do rio Anhanduí –que integra ainda a recuperação da avenida Ernesto Geisel do Taquarussu à Vila Jacy, no Anhanduizinho, em Campo Grande– teve como primeiro mérito a execução de cerca de 60 metros de gabião. Com cinco metros de altura, a estrutura ajudará a conter as encostas do rio, alvo de assoreamento.

O serviço será executado, exatamente, no trecho entre as ruas Santa Adélia e do Aquário. Dividido em três lotes, o canteiro de obras é executado por duas empreiteiras e, além de equipamentos, movimenta 70 trabalhadores e resultou em interdições parciais ou totais no trânsito, exigindo, inclusive, a mudança de rotas do transporte coletivo.

Entre as ruas Bom Sucesso –que corta a Jacy e o Marcos Roberto– e a do Aquário, foi concluído o primeiro muro de gabião, com cinco metros de altura. A estrutura deve chegar a 8,5 metros e dez degraus entre meio metro e um metro de altura cada. No local, serão 430 metros de parede para estabilizar as margens e tentar conter a erosão.

Este trecho deve ficar pronto em 18 meses, mesmo período esperado para a conclusão do espaço entre a Santa Adélia e a rua da Abolição, que compreende o primeiro lote e foi necessária a interdição da avenida Ernesto Geisel na pista bairro-centro, em frente ao Shopping Norte-Sul.

Obras forçaram interdições e mudanças em duas linhas de ônibus e no tráfego

Cerca de 60 metros de gabião já foram instalados no rio Anhanduí; tráfego na Ernesto Geisel segue interrompido em alguns trechos. (Foto: Aurélio Miranda Filho/PMCG)

Cerca de 60 metros de gabião já foram instalados no rio Anhanduí; tráfego na Ernesto Geisel segue interrompido em alguns trechos. (Foto: Aurélio Miranda Filho/PMCG)


Neste local, por se tratar de área de fundo de vale e solo com argila e turfa, a realização das obras pode causar instabilidade e atingir a pista. Daí a opção pela proibição de tráfego de veículos, que atingiu também os ônibus: a linha 051 (Bandeirantes/Shopping), rumo ao Centro, entra na rua Ceres e vai até a rua Japão, onde foram instalados pontos atrás do Shopping Norte-Sul e da Havan (após a rua Cubatão), desde a avenida Salgado Filho e volta à Ernesto Geisel.

A 064 (Guaicurus/Norte-Sul) passa a descer a Salgado Filho, passa o viaduto sobre a Ernesto Geisel, converte na rua dos Barbosa e acessa a Santa Adélia.

Já os condutores que circulam nesse trecho são orientados a seguir pela rua Japão (acessando-a a partir das ruas Bom Sucesso, Ouro Verde, Ouro Branco, Ouro Negro ou Ceres), seguir até a Salgado Filho e dali retornar à Ernesto Geisel pela alça de acesso do viaduto.

O maior trecho de obras fica entre as ruas Bom Sucesso e da Abolição, que deve ficar pronto em 30 meses e ainda passava por escavação para estabilização de margens –que, depois, receberão gabião e placas de concreto, além do reforço das estruturas já existentes.

As obras da Ernesto Geisel foram iniciadas cinco anos depois do seu anúncio inicial e com alterações no trajeto original –que, antes, partia da rua Santa Adélia até a avenida Manoel da Costa Lima e, depois, foi redimensionado para se estender pela avenida Thyrson de Almeida até a avenida Campestre, chegando ao Centenário. Contudo, cortes orçamentários forçaram a revisão do projeto, restringindo-o até antes do Guanandizão.

Serão cerca de quatro quilômetros de intervenções (dois quilômetros de cada lado da Ernesto Geisel) que, além de ter estabilizadas as margens do rio Anhanduí, ganhará paisagismo e uma ciclovia no trecho, bem como ações de drenagem que beneficiarão bairros como o Marcos Roberto, Jockey Clube, Jardim Paulista e Vila Progresso.

A maior parte dos recursos sairá do Ministério das Cidades (cerca de R$ 48 milhões), com contrapartida do município.